Omnichannel no varejo de moda: Como a Mr. Cat transformou estoque em disponibilidade
Omnichannel no varejo de moda: Como a Mr. Cat transformou estoque em disponibilidade

No varejo de moda, vender mais não depende apenas de ter produto em estoque. Depende de fazer esse estoque aparecer para o cliente certo, no canal certo e no momento certo.
O case da Mr. Cat mostra como a conexão e orquestração entre lojas físicas, e-commerce, VTEX e Neomode transformou disponibilidade em experiência, reduzindo rupturas e ampliando o potencial de venda omnichannel.
O desafio: o produto existia, mas nem sempre aparecia disponível
Estoque fragmentado entre canais: um dos principais desafios da Mr. Cat era a fragmentação do estoque. Os produtos estavam distribuídos entre lojas físicas, centro de distribuição e canais digitais, mas sem uma visão unificada para o consumidor. Na prática, isso criava uma ruptura percebida: o item existia na rede, mas não aparecia como disponível no e-commerce. Esse cenário reduz conversão, gera frustração e faz a marca perder vendas mesmo tendo produto em algum ponto da operação.
Ruptura percebida e perda de oportunidade: quando o cliente acessa o site e não encontra o produto desejado, a percepção imediata é de indisponibilidade. No entanto, em uma rede com dezenas de lojas, muitas vezes o item está disponível em uma unidade física. Sem integração omnichannel, essa disponibilidade não é aproveitada. O resultado é uma oportunidade perdida para o negócio e uma experiência incompleta para o consumidor
A força da loja física no omnichannel
Na estratégia omnichannel, a loja física deixa de ser apenas um ponto de venda e passa a funcionar também como estoque, local de retirada e ponto de expedição. No caso da Mr. Cat, essa mudança permitiu aproveitar melhor a presença da marca e conectar a rede física ao e-commerce.
Com os estoques integrados, produtos disponíveis nas lojas podem aparecer no ambiente digital. Isso reduz a ruptura percebida, amplia o catálogo online e aumenta as chances de concluir uma venda.
Uma arquitetura conectada entre Mr. Cat, VTEX e Neomode
A operação foi construída a partir da atuação conjunta de três partes.
A VTEX ficou responsável pela experiência digital, incluindo catálogo, checkout e jornada de compra.
A Neomode entrou com a inteligência do sistema de gestão de pedidos, conectando estoques, lojas e pedidos.
Já a Mr. Cat conduziu a estratégia, a operação das lojas e o relacionamento com o consumidor. Essa integração tornou a experiência mais simples para o cliente, mesmo com vários sistemas funcionando nos bastidores.
Como a loja passa a funcionar como hub omnichannel
Com o novo modelo, as lojas passaram a atender também os pedidos realizados no e-commerce. Por meio do envio a partir da loja, cada unidade pode usar seu estoque para separar e despachar produtos comprados online.
A retirada em loja também oferece mais conveniência ao consumidor e pode reduzir custos logísticos. Além disso, a integração aumenta a disponibilidade de produtos no site e melhora o aproveitamento do estoque distribuído pela rede.
Resultados: quando disponibilidade se transforma em crescimento
Os resultados apresentados no case mostram que o omnichannel passou a ter uma participação relevante no negócio. Segundo o material, 30% do GMV digital já vem da operação omnichannel, indicando que a integração entre lojas e e-commerce deixou de ser apenas um projeto e passou a contribuir diretamente para as vendas.
O case também aponta crescimento anual de 65% no GMV omnichannel, aumento de 45% na disponibilidade de catálogo e redução de 20% no custo médio de frete por pedido.
Esses números mostram que a estratégia gerou impacto em receita, disponibilidade de produtos e eficiência logística.
Ao utilizar melhor os estoques distribuídos pela rede, a Mr. Cat conseguiu vender mais produtos que já estavam disponíveis, mas antes não apareciam no canal digital. Com isso, a marca transformou estoque em disponibilidade real para o consumidor.
Os principais aprendizados
O case reforça que omnichannel não depende apenas de tecnologia. Para que a operação funcione, é necessário alinhar estratégia, processos e pessoas. As lojas precisam entender seu papel dentro da jornada digital, e as equipes devem receber treinamento para executar as novas rotinas com agilidade.
Outro aprendizado importante é a necessidade de monitorar indicadores como cancelamentos, prazos, disponibilidade e desempenho por loja. Esses dados ajudam a identificar gargalos e a melhorar a operação continuamente.
Depois do go-live, o trabalho não termina. A empresa ainda pode aperfeiçoar as regras de alocação, ampliar as opções de retirada e entrega, dar mais autonomia às lojas e evoluir os processos com base nos resultados dos primeiros ciclos.
Conclusão
O case da Mr. Cat mostra como a integração entre lojas físicas, e-commerce e tecnologia pode transformar estoque distribuído em disponibilidade para o cliente. Com o apoio da VTEX e da Neomode, a marca conseguiu conectar seus canais e usar a rede física como parte ativa da operação digital.
Os resultados indicam crescimento das vendas omnichannel, aumento da disponibilidade de catálogo e redução dos custos de frete. Mais do que uma mudança tecnológica, a estratégia exigiu alinhamento entre sistemas, processos e equipes. O resultado foi uma operação mais eficiente e uma jornada mais conveniente para o consumidor.










