Omnichannel no varejo de moda: Como a Mr. Cat transformou estoque em disponibilidade

Neomode Oficial • 17 de julho de 2026

Omnichannel no varejo de moda: Como a Mr. Cat transformou estoque em disponibilidade

No varejo de moda, vender mais não depende apenas de ter produto em estoque. Depende de fazer esse estoque aparecer para o cliente certo, no canal certo e no momento certo.


O case da Mr. Cat mostra como a conexão e orquestração entre lojas físicas, e-commerce, VTEX e Neomode transformou disponibilidade em experiência, reduzindo rupturas e ampliando o potencial de venda omnichannel.


O desafio: o produto existia, mas nem sempre aparecia disponível


Estoque fragmentado entre canais: um dos principais desafios da Mr. Cat era a fragmentação do estoque. Os produtos estavam distribuídos entre lojas físicas, centro de distribuição e canais digitais, mas sem uma visão unificada para o consumidor. Na prática, isso criava uma ruptura percebida: o item existia na rede, mas não aparecia como disponível no e-commerce. Esse cenário reduz conversão, gera frustração e faz a marca perder vendas mesmo tendo produto em algum ponto da operação.


Ruptura percebida e perda de oportunidade: quando o cliente acessa o site e não encontra o produto desejado, a percepção imediata é de indisponibilidade. No entanto, em uma rede com dezenas de lojas, muitas vezes o item está disponível em uma unidade física. Sem integração omnichannel, essa disponibilidade não é aproveitada. O resultado é uma oportunidade perdida para o negócio e uma experiência incompleta para o consumidor



A força da loja física no omnichannel


Na estratégia omnichannel, a loja física deixa de ser apenas um ponto de venda e passa a funcionar também como estoque, local de retirada e ponto de expedição. No caso da Mr. Cat, essa mudança permitiu aproveitar melhor a presença da marca e conectar a rede física ao e-commerce.


Com os estoques integrados, produtos disponíveis nas lojas podem aparecer no ambiente digital. Isso reduz a ruptura percebida, amplia o catálogo online e aumenta as chances de concluir uma venda.


Uma arquitetura conectada entre Mr. Cat, VTEX e Neomode


A operação foi construída a partir da atuação conjunta de três partes.


A VTEX ficou responsável pela experiência digital, incluindo catálogo, checkout e jornada de compra.


A Neomode entrou com a inteligência do sistema de gestão de pedidos, conectando estoques, lojas e pedidos.


Já a Mr. Cat conduziu a estratégia, a operação das lojas e o relacionamento com o consumidor. Essa integração tornou a experiência mais simples para o cliente, mesmo com vários sistemas funcionando nos bastidores.


Como a loja passa a funcionar como hub omnichannel

Com o novo modelo, as lojas passaram a atender também os pedidos realizados no e-commerce. Por meio do envio a partir da loja, cada unidade pode usar seu estoque para separar e despachar produtos comprados online.


A retirada em loja também oferece mais conveniência ao consumidor e pode reduzir custos logísticos. Além disso, a integração aumenta a disponibilidade de produtos no site e melhora o aproveitamento do estoque distribuído pela rede.


Resultados: quando disponibilidade se transforma em crescimento


Os resultados apresentados no case mostram que o omnichannel passou a ter uma participação relevante no negócio. Segundo o material, 30% do GMV digital já vem da operação omnichannel, indicando que a integração entre lojas e e-commerce deixou de ser apenas um projeto e passou a contribuir diretamente para as vendas.


O case também aponta crescimento anual de 65% no GMV omnichannel, aumento de 45% na disponibilidade de catálogo e redução de 20% no custo médio de frete por pedido.


Esses números mostram que a estratégia gerou impacto em receita, disponibilidade de produtos e eficiência logística.


Ao utilizar melhor os estoques distribuídos pela rede, a Mr. Cat conseguiu vender mais produtos que já estavam disponíveis, mas antes não apareciam no canal digital. Com isso, a marca transformou estoque em disponibilidade real para o consumidor.


Os principais aprendizados


O case reforça que omnichannel não depende apenas de tecnologia. Para que a operação funcione, é necessário alinhar estratégia, processos e pessoas. As lojas precisam entender seu papel dentro da jornada digital, e as equipes devem receber treinamento para executar as novas rotinas com agilidade.


Outro aprendizado importante é a necessidade de monitorar indicadores como cancelamentos, prazos, disponibilidade e desempenho por loja. Esses dados ajudam a identificar gargalos e a melhorar a operação continuamente.


Depois do go-live, o trabalho não termina. A empresa ainda pode aperfeiçoar as regras de alocação, ampliar as opções de retirada e entrega, dar mais autonomia às lojas e evoluir os processos com base nos resultados dos primeiros ciclos.


Conclusão


O case da Mr. Cat mostra como a integração entre lojas físicas, e-commerce e tecnologia pode transformar estoque distribuído em disponibilidade para o cliente. Com o apoio da VTEX e da Neomode, a marca conseguiu conectar seus canais e usar a rede física como parte ativa da operação digital.


Os resultados indicam crescimento das vendas omnichannel, aumento da disponibilidade de catálogo e redução dos custos de frete. Mais do que uma mudança tecnológica, a estratégia exigiu alinhamento entre sistemas, processos e equipes. O resultado foi uma operação mais eficiente e uma jornada mais conveniente para o consumidor.



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A loja física ainda tem futuro? Nos últimos anos, uma pergunta tem rondado o mercado varejista: as lojas físicas vão desaparecer? A resposta é clara: não. Mas é igualmente certo que o modelo tradicional de ponto de venda está passando por uma transformação profunda. O consumidor atual não enxerga mais barreiras entre online e offline. Ele quer conveniência, imediatismo e experiências personalizadas, seja no celular, no computador ou na loja da esquina. Nesse cenário, o ponto de venda físico deixa de ser apenas um espaço de transação e passa a ocupar um papel estratégico dentro da jornada de compra. As marcas que souberem redefinir o papel das suas lojas sairão na frente e conquistarão um espaço privilegiado na mente do consumidor. O consumidor híbrido é a nova regra De acordo com relatórios da McKinsey e da NRF, mais de 70% dos consumidores utilizam múltiplos canais antes de finalizar uma compra. Isso significa que o cliente pode: Pesquisar online, experimentar na loja e comprar no e-commerce; Descobrir um produto no Instagram, verificar disponibilidade em loja e retirar pessoalmente; Comprar online e optar por devolver em uma unidade física. O consumidor híbrido não distingue onde começa ou termina a experiência. Para ele, tudo faz parte de um mesmo fluxo. É a marca que precisa se adaptar. 5 forças que estão redefinindo o futuro das lojas físicas 1. Loja como hub logístico O ponto de venda não é apenas vitrine ou espaço de checkout. Ele pode funcionar como um mini centro de distribuição , agilizando entregas e reduzindo custos logísticos. Exemplo: grandes redes de moda já usam suas lojas para realizar o ship from store, enviando pedidos online diretamente do estoque físico. 2. Experiência imersiva As lojas físicas precisam oferecer algo que o digital não entrega: experimentação e conexão emocional . Espaços instagramáveis, provadores inteligentes, telas interativas e até mesmo eventos exclusivos se tornam diferenciais. Exemplo: marcas de cosméticos investem em realidade aumentada para testar maquiagens na hora. 3. Papel consultivo dos vendedores Com o acesso ilimitado à informação, o consumidor chega à loja mais bem preparado do que nunca. O vendedor deixa de ser apenas alguém que registra a compra e passa a atuar como consultor , guiando escolhas, personalizando ofertas e criando vínculos de confiança. 4. Dados em tempo real O futuro das lojas passa pela captação e análise de dados dentro do ponto de venda. Isso significa entender quais produtos despertam mais interesse, quais áreas da loja geram mais tráfego e como o cliente se movimenta pelo espaço. Esses insights permitem ajustar sortimento, precificação e até layout. 5. Integração total com o digital As lojas não podem mais ser “ilhas”. O cliente que navega no e-commerce espera encontrar a mesma consistência de preço, estoque e promoções no físico. A integração é o que garante uma experiência fluida e sem frustrações. Lojas físicas como hubs de relacionamento Mais do que vender, o futuro das lojas está em construir relacionamentos . Cada visita é uma oportunidade de criar experiências memoráveis. Isso inclui: Clube de fidelidade integrado entre loja e e-commerce; Eventos exclusivos para clientes VIP; Personalização no atendimento, com base no histórico de compras. Ao transformar a loja em um ponto de encontro , as marcas reforçam sua identidade e fidelizam clientes em um mercado cada vez mais competitivo. Como preparar sua rede de lojas para essa transformação 1. Repense o layout e a função da loja Nem todas as lojas precisam ter o mesmo formato. Algumas podem ser lojas conceito , voltadas à experiência. Outras podem funcionar como estoques inteligentes , focados em logística e retirada rápida. 2. Invista em capacitação de equipe O vendedor deve ser treinado para atuar como embaixador da marca . Isso envolve conhecimento de produto, uso de tecnologia no atendimento e habilidade de integrar o físico ao digital (ex.: mostrar disponibilidade em outras unidades pelo tablet). 3. Tecnologia como aliada Para entregar uma experiência sem atrito, é fundamental contar com soluções que conectem estoques, pedidos e clientes. Ferramentas de CRM, sistemas de gestão de pedidos (OMS) e aplicativos de loja são parte da jornada. 4. Métricas que importam Mais do que medir apenas o faturamento por loja, é preciso acompanhar indicadores como: Pedidos ship from store; Tempo médio de retirada de pedidos; Taxa de ruptura de estoque; NPS do atendimento presencial. Exemplos de reinvenção bem-sucedida Nike : suas lojas se tornaram verdadeiros centros de experiência, com áreas de personalização de produtos e integração com o app. Apple : posiciona suas lojas como hubs de relacionamento, onde o consumidor recebe suporte, participa de workshops e vivencia a marca. Marcas brasileiras de moda : cada vez mais investem em transformar a loja física em extensão do e-commerce, reduzindo rupturas e melhorando a experiência de retirada. Esses exemplos mostram que o futuro não é escolher entre físico ou digital , mas sim integrar os dois de forma inteligente. Conclusão: o ponto de venda não morreu, ele evoluiu O futuro das lojas físicas não está em desaparecer, mas em se reinventar . O consumidor omnichannel exige conveniência, agilidade e experiência. Cabe ao varejo adaptar seus pontos de venda para se tornarem hubs logísticos, espaços de relacionamento e centros de dados valiosos. A loja que apenas espera o cliente chegar já está em desvantagem. 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